“hermann hesse libre”

janeiro 29, 2012

“no he olvidado esta frase de despedida. probablemente tenía razón, probablemente volveré, una vez, quizá muchas veces. pero nunca más seré el mismo de la primera ocasión. volveré a bañarme, volveré a someterme a la corriente eléctrica, volveré a ser bien alimentado, quizá tenga también depresiones y mal humor y me dedique a beber o jugar, pero todo será diferente, como ha sido diferente de todas las otras veces mi último regreso a la selva. en los detalles será todo igual, o muy parecido, pero en conjunto será nuevo y distinto, otras estrellas brillarán sobre mi cabeza. porque la vida no es un cálculo ni una fórmula matemática, sino un milagro. así ha ocurrido durante toda mi vida: todo ha vuelto, las mismas notas, los mismos placeres y alegrías, las mismas tentaciones, una y otra vez me he dado la cabeza contra los mismos cantos, luchado contra los mismos dragones, perseguido las mismas mariposas, repetido siempre las mismas situaciones y constelaciones, y a pesar de ello siempre ha sido un juego nuevo, eternamente hermoso, peligroso y emocionante. mil veces he sentido euforia, mil veces una inmensa fatiga, mil veces he sido pueril, mil veces viejo y indiferente, y nada de ello ha durado mucho, todo ha vuelto y nunca ha sido igual. la unidad que venero no es jamás una unidad aburrida, gris, pensativa y teórica. es la vida misma, llena de travesura, de dolor, de risas. ha sido representada por la danza del dios Shiva, que baila hasta reducir el mundo a pedazos, y por muchas otras imágenes, no rechaza nigua interpretación, ningún símil. es posible introducirse en ella en cualquier instante, nos pertenece ne todos los momentos en que no conocemos ni tiempo ni espacio ni sabiduría ni ignorancia, en que abandonamos las convenciones, en que nos entregamos con abnegación a todos los dioses, todos los hombres, todos los mundos, todas las épocas. “

(en el balneario)

“bigbang”

abril 30, 2010

zelda chegou `a Baile Atha Cliath como chegou a todos os outros lugares por onde andou: dormia – e quando acordava tinha que começar tudo de novo – nova casa, nova rua, novo dia. 21 é hoje, novo dia, um mês aqui e nada.

querida Isabell,

sou uma pessoa comum. não tenho nenhum dom especial ou qualidade extra, o que de alguma maneira me deixa tranquila, porquê também não me concede  direito de ter nenhum defeito estarrecedor.

acordamos tarde dormimos tarde e direto para o sol pacato. o tempo anda meio estranho por causa de um vulcão que entrou em atividade na Islândia e cobriu tudo de cinza, mas ainda dá pra se locomover. de avião não. mas saímos de bike.

no centro de bicicleta se chega rápido, não se paga estacionamento, mas tem que usar um bom cadeado ou eles roubam a sua magrela e jogam no rio…

não se deve questionar tanto os padrões culturais da sociedade na qual você quer se inserir.

atravessamos o Liffey, rio que corta a cidade em Norte – Sul e fomos procurar um casaco elegante…


mesmo assim consideramos, afinal era preto e de boa lã. custava muito pouco, mas as mangas ficavam torcidas depois de descosturadas!!!! hihihi

tinha uma banda tocando na praça e um monte de gente ouvindo. passamos pra procurar trabalho em um mercado curioso onde eles tem uma variedade incrível de frutas e verduras vindas de todos os lugares. fiquei impressionada com o Tiger Tomato:

paramos para tomar um café em um tapas bar e conversar com um argentino simpático. os imigrantes todos trabalham bastante do lado de dentro, e com um dia raro de sol…

…o pessoal joga baralho do lado de fora enquanto petisca e toma um vinho. e isso que hoje é quarta-feira e são 16hs. a vida é um prazer e o jogo também!

vai ver é por isso que de noite se pensa em Hesse (O Jogo das Contas de Vidro) e Cortázar (O Jogo da Amarelinha).

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